A CroFê foi criada pela jornalista brasiliense Fernanda Angelo. Ao mudar de cidade, de Brasília para a Praia do Francês (Marechal Deodoro - AL), ela não conseguiu ingressar novamente no mercado de trabalho e, após as tentativas sem sucesso voltou a fazer crochê - artesanato que aprendeu com as tias e prima. No início, o intuito era trabalhar a mente.

Para quem não conhece, o crochê é uma epécie de trançado que utiliza uma agulha com gancho. "Fazia para passar o tempo. Tem sido um resgate do que sempre gostei de fazer, desde a adolescência , mas com a rotina corrida, não encontrava tempo e, por muitos anos, deixei essa paixão adormecer", afirma a artesã. Fernanda conta que quando adolescente foi chamada, por diversas vezes, de velha, já que, em muitas situações, deixava de sair para ficar mergulhada no seu mundo de fios. "Via isso com humor. Na verdade, tem gente, até hoje, que acha que crochê é para idoso", comenta.

Para Fernanda o crochê é uma espécie de meditação e é para todos, sem exceção. Ela começou criando peças para a sua casa e para os amigos. Foi então que decidiu fazer algo mais moderno, com fio de malha - sobra de indústria têxtil -, o que tormou o trabalho também mais sustentável. Começou a ver vídeos no YouTube para aprender novas técnicas e foi criando cachepôs, bolsas, colares - tudo 100% artesanal.

Foi então que decidiu abrir uma página no Instagram para vender os produtos. Foi assim que nasceu a CroFê, uma junção da palavra crochê com o seu nome Fernanda.

"Valorize o trabalho artesanal. Apoie o próximo. Incentive. Sinto que o caminho é longo, mas desistir não faz parte dos meus planos". 
Fernanda Angelo